A reunião dos países que compõem o chamado G20 (grupo de potências e emergentes econômicos) não criou novas metas para impulsionar o desenvolvimento dos países
A intervenção na economia, apontada como remédio para a moderação dos investimentos, adiou a retirada das políticas de exploração direcionadas às nações em processo de desenvolvimento.
Representado pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil propõe o aperfeiçoamento da cooperação entre as nações, apontando a responsabilidade dos países avançados na execução de medidas que proporcionem, não apenas a estabilização do capital, mas o estímulo à economia dos emergentes, onde os créditos e os investimentos não sofram barreiras ameaçadoras à renda, ao emprego, e aos ganhos sociais.
Acenando com esta possibilidade em pacotes globalizados, os países ricos visam nossos mercados incentivando a exploração dos recursos naturais daqueles territórios que ainda detenham alguma capacidade de extração revertida em lucro.
Quanto ao Brasil, a forma mais imanente ao crescimento - oriunda da visão capitalista americana - vem sob a forma de um escambo, nocivo para quem o alimenta e vantajoso para quem o incentiva, pois resume o país num grande produtor de etanol - idéia que aduz à terra brasilis um vasto canavial à mercê da indústria automobilística internacional.
Retorno à monocultura, aliar crescimento à exploração de uma atividade que ainda retém mão-de-obra escrava, é prenunciar dias de cárcere como obstáculo intransponível para outras metas de crescimento. A extração canavieira contribui, para o aquecimento global, a aridez do solo e o desequilíbrio ambiental, além de desencadear um sistema desumano de subemprego nos tradicionais latifúndios da elite brasileira.
Nenhuma nação se desenvolve com o capitão-do-mato chicoteando regras no seu quintal. A proposta de incentivo reacende a centelha de um “brasil casa grande e da senzala”.
Já pagamos alto pela pseudo-abolição do povo brasileiro e embora tenha o Ministro boa vontade, as discussões do G20 ostentam certa demagogia comparada à pujança das pessoas da sala de jantar.
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