Paradigma dos lacaios


A reforma ética na política - algo necessário – está confiscada pela sociedade, na medida em que é negada pela conduta humana, sintomaticamente viciada a um paradigma ofensivo, por ser, na maioria dos casos, assentada numa forma suja de entendimento do que é ser político ostentando o espírito de abutre.

Longe de alcançar uma dinâmica salutar, esta mesma sociedade acostumada à decadência de procedimento, preenche os partidos criando para a política de fato um ambiente desfavorável ao espírito das leis, da justiça, do discernimento e das igualdades e liberdades em amplo sentido. Comprometida a práxi, que noção equivocada nasce então para a democracia?

A responsabilidade despontada pela política partidária – veículo soberano do ofício político –

assim adoece, pois se não está confinada a algum tipo de dogma é vítima dos canalhas e seus adeptos.

Manietada por pessoas típicas de malcaratismos exemplares, a ausência de valores cria um estado coletivo, que por maldade e medo não admite qualquer concepção contrária ao padrão de comportamento e serão vistos como ameaçadores os que se valem de orientações pautadas na ética.

Tem sido assim desde os tempos de Sócrates e por isso mesmo os vilões criam os mártires, pessoas cuja humanidade não difere dos demais, senão no modo de exercerem as mesmas atividades sem manchar o caráter em atitudes mesquinhas e depreciáveis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário